Cabotagem é a solução para a logística brasileira

3 dicas para vender mais e enfrentar a crise
3 dicas para vender mais e enfrentar a crise
6 de junho de 2018

Pouco utilizado ainda, a Cabotagem é a saída para minimizar os impactos causados pelos onze dias de paralisação dos caminhoneiros.

Entre diversos fatores, o modal oferece segurança, rastreabilidade e um custo competitivo.

O setor produtivo ainda contabiliza os prejuízos causados pela greve – ou paralisação – dos caminhoneiros em quase todo o território nacional.

O mercado como um todo faz as contas.

No boletim Focus, do Banco Central, publicado no dia 4 de junho (logo após a greve), a projeção de crescimento do Brasil caiu para 2,18%.

Sendo que, a previsão de expansão do PIB ficou na casa dos 0,4% no primeiro trimestre.

De pronto, a greve causou reflexos diretos nos preços ao consumidor. Com um pequeno reajuste do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado).

O resumo da ópera? Durante os onze dias da greve o país parou.

Porém, qual a relação destes dados econômicos com a distribuição de cargas no Brasil? Todas.

Logo após a greve diversos especialistas foram provocados por jornais e revistas, espalhados pelo país, para indicar soluções para a matriz de transporte brasileira.

A resposta mais ouvida: é preciso migrar para a Cabotagem.

Terminal do Porto de Santos (Foto: Revista Exame)

A Cabotagem utiliza caminhões em viagens curtas

No último levantamento feito pela Empresa de Planejamento e Logística do Governo Federal, e divulgada pela revista Exame, 65% de todas as cargas do país circulavam pelo transporte rodoviário.

Cerca de 15% circulam por ferrovias, o que seria uma alternativa para o escoamento da produção do centro-oeste brasileiro.

Menos ainda está com a Cabotagem.

Surpreendentemente apenas 11% das mercadorias utilizam o modal, considerando que o país tem uma costa navegável de 8,5 mil km.

A vantagem da Cabotagem frente aos outros modais está no fato de utilizar os caminhões em rotas muito curtas.

No famoso porta a porta, a carga segue, na maior parte do trajeto, a bordo de um navio e não sobre rodas.

Ricardo Santin, vice-presidente e diretor de mercado da ABPA, defende que o caminhoneiro continue sendo um grande parceiro da agroindústria.

No entanto, diz Santin “precisamos reduzir a nossa dependência, para não ficarmos reféns”.

Ele aposta na diversificação dos modais, com uso da Cabotagem.

 

“Precisamos reduzir a nossa dependência, para não ficarmos reféns”, diz Santin da ABPA.

 

A Cabotagem tem preços muito competitivos

Com o advento da tabela mínima, implementada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), exigência dos caminhoneiros nas negociações da greve, o custo dos transportes de longa distância explodiu.

Assim, para fugir do impacto nos preços do transporte rodoviário, muitas empresas estão buscando alternativas e acabam encontrado a Cabotagem.

Historicamente, os valores de frete rodoviários de longa distância sempre foram 25%, 30% e até 40% mais caros do que os valores de Cabotagem.

Por certo esta diferença está se ampliando.

Embora ainda não se tenha a proporção exata de quanto se pode ganhar através da Cabotagem, porém, é certo que existe uma vantagem expressa.

Inegavelmente a prova disto é que o número de negócios realizados pelos operadores de Cabotagem,

No caso da Unity Logistics, eles aumentaram significativamente.

 

A tabela de mínima de fretes veio para ficar

Ao que tudo indica, a resolução da ANTT que instituiu a tabela mínima de fretes veio para ficar

Com base na Medida Provisória publicada pelo Governo Federal ainda durante a greve dos caminhoneiros, a Agência estabeleceu regras para os transportes.

Na internet a Agência informa que estuda formas de fiscalizar a aplicação da resolução que criou a tabela.

Aliás, o artigo 5º da Medida Provisória também prevê punição para o embarcador que descumprir com os valores mínimos estipulados pela tabela.

Neste caso, terá que pagar indenização ao transportador equivalente ao dobro do que seria devido.

Ou seja, nenhum embarcador quer correr este risco.

Lidar com fretes mais baixos, com garantia de transportar as cargas em um serviço consolidado dão para a Cabotagem mais uma vantagem frente ao rodoviário.

Isto porque, um pequeno erro no cálculo pode custar o valor de duas viagens por caminhão.

Um prejuízo que pode eliminar com toda a margem de lucro vinculada ao produto transportado.

Assim, este cenário trouxe uma maior visibilidade a Cabotagem e tem possibilitado que muitas empresas tenham seu primeiro contato com o modal.

Empresas que ainda não migraram para esta modalidade de transporte podem entrar em contato com a equipe da Unity e ver quais as soluções propostas.

Novos paradigmas estão se estabelecendo no transporte de cargas brasileiro e é preciso avançar.

A Cabotagem pode, certamente, cumprir este papel.

Abraço aos navegantes!

Jonathan Amaral
Jonathan Amaral
Atua em cabotagem há mais de 5 anos, tendo trabalhado com operações e na área comercial. Faz parte do time de vendas da Unity Logistics.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *